
Ao escutar a narrativa da criança para a atividade de Linguagem, fiquei muito sem jeito ao perceber que a menina não acrescentava detalhes à sua história.
Comecei, então, a fazer interferências, levando-a a pensar e ir incrementando seu enredo com elementos diferentes.
Ao tomar a atitude de estimulá-la a falar mais, senti muita insegurança. Não sabia se era certo o que estava fazendo. Foi então que li no texto Tem um monstro no meio da história (GURGEL, 2009), uma fala da especialista Maria Virgínia dizendo que “o adulto não deve questionar se o que a criança conta é verdade ou invenção, mas embarcar na aventura e pedir mais detalhes”. Com esta leitura resolvi minha angústia e me senti apta a continuar o trabalho.
