Com os estudos realizados na Interdisciplina de Questões étnico-raciais, foi possível perceber quão grande foram as contribuições dos negros e índios para a formação da identidade do nosso povo e, também, a série de danos psicológicos, materiais, sociais, políticos e educacionais sofridos por eles desde o período escravista.
A dificuldade que as pessoas de modo geral têm de falar sobre o assunto é grande. Parece que discutir o problema significa melindrar alguém ou trazer à tona as dores da alma. E pode ser que ao refletir, realmente as dores se intensifiquem, mas, penso há que se enfrentar a dor para que ela possa, pelo menos para as próximas gerações, cessar o sofrimento e permitir oportunidades iguais para todos.
Felizmente hoje, muitas políticas foram criadas com a intenção de implantar ações que cumpram a tarefa da promoção da igualdade, com respeito e tolerância às diferenças.
Percebi, ainda, que nós professores temos como tarefa ininterrupta a abordagem do tema bem como a promoção do debate e da reflexão sobre as questões étnico raciais, mas que não apenas o professor. A direção e funcionários deveriam receber formação
ou participar das discussões e ou projetos que aconteçam na escola ou Rede de Ensino, para melhor conseguirmos ajudar a criança conforme sugere Marilene Leal Paré no texto Dimensões da Expressão Afro-Cultural: "O aluno de origem afro cuja escola não considere essas dimensões poderá desenvolver mecanismos de defesa que prejudicariam o desenvolvimento pleno da sua aprendizagem".
domingo, 5 de julho de 2009
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