Com os estudos realizados na Interdisciplina de Questões étnico-raciais, foi possível perceber quão grande foram as contribuições dos negros e índios para a formação da identidade do nosso povo e, também, a série de danos psicológicos, materiais, sociais, políticos e educacionais sofridos por eles desde o período escravista.
A dificuldade que as pessoas de modo geral têm de falar sobre o assunto é grande. Parece que discutir o problema significa melindrar alguém ou trazer à tona as dores da alma. E pode ser que ao refletir, realmente as dores se intensifiquem, mas, penso há que se enfrentar a dor para que ela possa, pelo menos para as próximas gerações, cessar o sofrimento e permitir oportunidades iguais para todos.
Felizmente hoje, muitas políticas foram criadas com a intenção de implantar ações que cumpram a tarefa da promoção da igualdade, com respeito e tolerância às diferenças.
Percebi, ainda, que nós professores temos como tarefa ininterrupta a abordagem do tema bem como a promoção do debate e da reflexão sobre as questões étnico raciais, mas que não apenas o professor. A direção e funcionários deveriam receber formação
ou participar das discussões e ou projetos que aconteçam na escola ou Rede de Ensino, para melhor conseguirmos ajudar a criança conforme sugere Marilene Leal Paré no texto Dimensões da Expressão Afro-Cultural: "O aluno de origem afro cuja escola não considere essas dimensões poderá desenvolver mecanismos de defesa que prejudicariam o desenvolvimento pleno da sua aprendizagem".
domingo, 5 de julho de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Adorno
Interessantíssimo o texto EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ de Adorno.
Através de sua leitura, refleti sobre aspectos como ética, moral, práticas pedagógicas, mas o que me surpreendeu ao realizar esta atividade, foi a analogia que estabeleci, cujo registro ficou assim postado no webfólio da interdisciplina de Filosofia: "a educação/escola: o campo de concentração, nós professores: os generais que julgam e determinam o destino dos alunos: vítimas que normalmente são considerados os culpados das situações: evasão, reprovação, indisciplina, entre outros". Fato que coincide com o exposto no referido texto: "As raízes têm de ser procuradas nos perseguidores, não nas vítimas que, sob os mais mesquinhos pretextos, foram entregues aos assassinos". Com isto, dei-me conta, que se temos este poder de julgar, podemos escolher absolvê-los, e pensar conjuntamente em soluções para os problemas decorrentes.
Através de sua leitura, refleti sobre aspectos como ética, moral, práticas pedagógicas, mas o que me surpreendeu ao realizar esta atividade, foi a analogia que estabeleci, cujo registro ficou assim postado no webfólio da interdisciplina de Filosofia: "a educação/escola: o campo de concentração, nós professores: os generais que julgam e determinam o destino dos alunos: vítimas que normalmente são considerados os culpados das situações: evasão, reprovação, indisciplina, entre outros". Fato que coincide com o exposto no referido texto: "As raízes têm de ser procuradas nos perseguidores, não nas vítimas que, sob os mais mesquinhos pretextos, foram entregues aos assassinos". Com isto, dei-me conta, que se temos este poder de julgar, podemos escolher absolvê-los, e pensar conjuntamente em soluções para os problemas decorrentes.
sábado, 16 de maio de 2009
Informações Úteis
Fazendo as leituras de Educação Especial - (Atendimento Educacional Especializado AEE - Deficiência Física), identifiquei algumas coisas com pelo menos dois alunos de Educação Especial da turma em que estava atuando. Uma se refere à tesoura adaptada. Como já comentei no dossiê, uma aluna com paralisia cerebral, precisa usar esta tesoura e a conseguiu através da ACD de Porto Alegre, mas, tal qual fala no livro, ela consegue manejar a tesoura, porém, o manejo do papel, fica comprometido, então, vou passar para a professora a sugestão de um colega segurar o papel para ela. Outro aspecto que achei interessante, foi sobre a fala, onde vem a sugestão de usar cartões e placas entre outros, para facilitar a comunicação de alunos com problemas de fala. Penso que será muito produtivo para o aluno D. esta estratégia uma vez que ele fica muito frustrado quando tenta se comunicar e não é compreendido.
Aplicando Aprendizagens
Nesta semana vivenciei uma situação bem interessante que me reportou à interdisciplina: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA I - C quando estudamos Mecanismos de Defesa. Meu aluno estava impossível. Parecia ansiedade, andava sem parar, dava uns pulos altos na sala que estavam atrapalhando. Sentei em uma mesa de seu grupo e fiquei trabalhando ali. De repente ele começou a falar que um amigo dele ficava andando sem parar e pulava na sala quando não sabia fazer as coisas.
Escutei-o e evidentemente percebi que falava de si, então, disse a ele que falasse para seu amigo que ele poderia ficar tranquilo porque sua professora o ajudaria e que se ele preferisse poderia pedir ajuda para seus colegas, que ele ficasse calmo que teria mais chance de conseguir fazer as tarefas. Ele ficou pensativo, sentou, tentou um pouco fazer a atividade e logo em seguida veio me perguntar como fazia. Este é um mecanismo que aparece com frequência em sala de aula e que graças ao estudo sobre ele, podemos auxiliar os alunos.
Escutei-o e evidentemente percebi que falava de si, então, disse a ele que falasse para seu amigo que ele poderia ficar tranquilo porque sua professora o ajudaria e que se ele preferisse poderia pedir ajuda para seus colegas, que ele ficasse calmo que teria mais chance de conseguir fazer as tarefas. Ele ficou pensativo, sentou, tentou um pouco fazer a atividade e logo em seguida veio me perguntar como fazia. Este é um mecanismo que aparece com frequência em sala de aula e que graças ao estudo sobre ele, podemos auxiliar os alunos.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Confirmando a teoria
A aplicação dos testes de conservação da massa e de líquidos, oportunizou a constatação do que estudamos em Piaget: "Em determinada população podemos caracterizar os estádios por uma cronologia, mas esta é extremamente variável; depende da experiência anterior dos indivíduos, e não apenas de sua maturação;depende,principalmente, do meio social,
que pode acelerar ou retardar o aparecimento de um estádio, ou mesmo impedir
sua manifestação". (Piaget (1972, p.200). Trabalhamos com crianças de meios distintos e idades diferentes e constatamos que apesar de terem três anos de diferença de idade, encontram-se no mesmo estádio.
que pode acelerar ou retardar o aparecimento de um estádio, ou mesmo impedir
sua manifestação". (Piaget (1972, p.200). Trabalhamos com crianças de meios distintos e idades diferentes e constatamos que apesar de terem três anos de diferença de idade, encontram-se no mesmo estádio.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Visita virtual, ensina.
Visitei hoje, o Dossiê de algumas colegas de Sapiranga e reparei que há uma preocupação com a Educação Especial, aparentemente maior em relação aos demais municípios.
Louvável, também, a atitude de dispor os dados referentes à esta modalidade de ensino aos professores. Aqui na minha cidade, não temos a mesma sorte. Já liguei para agendar atendimento, enviei e-mail conforme orientação da própria secretaria a fim de receber as respostas por esta via, mas nada consegui.
Busquei os dados na internet, porém, são insuficientes.
Insistirei...
Louvável, também, a atitude de dispor os dados referentes à esta modalidade de ensino aos professores. Aqui na minha cidade, não temos a mesma sorte. Já liguei para agendar atendimento, enviei e-mail conforme orientação da própria secretaria a fim de receber as respostas por esta via, mas nada consegui.
Busquei os dados na internet, porém, são insuficientes.
Insistirei...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Novas ferramentas
Na verdade não sei se o título é verdadeiro porque talvez ela (ferramenta) nem seja assim tão nova. Mas descrevi no Dossiê sobre um menino com grande deficiência visual que estuda em minha escola e a Del Carmen, prontamente comentou e falou sobre disponibilizar um computador para ele e instalar o dosvox que é uma ferramenta fácil de usar e traria muitos benefícios a este aluno. Disse, ainda, que o programa é gratuito e que se quisesse, ela enviaria o tutorial.
Vejam só... Soluções existem para facilitar e auxiliar estas crianças, mas normalmente esbarra em algum empecilho. Na minha escola, não será possível por não dispormos de computador instalados, apesar de estarem 10 à espera de sala e R$ para instalá-los.
Amanhã estarei numa reunião sobre Educação Especial na CRE, onde colherão sugestões e posicionamentos para esta modalidade de ensino. Após, enviarão para a Divisão de Educação especial/SE. Pretendo aproveitar a oportunidade e colocar grande parte do que estamos discutindo na Interdisciplina.
Vejam só... Soluções existem para facilitar e auxiliar estas crianças, mas normalmente esbarra em algum empecilho. Na minha escola, não será possível por não dispormos de computador instalados, apesar de estarem 10 à espera de sala e R$ para instalá-los.
Amanhã estarei numa reunião sobre Educação Especial na CRE, onde colherão sugestões e posicionamentos para esta modalidade de ensino. Após, enviarão para a Divisão de Educação especial/SE. Pretendo aproveitar a oportunidade e colocar grande parte do que estamos discutindo na Interdisciplina.
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