sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Matemática e Tecnologia




Em junho de 2008, fiz a seguinte postagem no Portfólio de Aprendizagens:
"Ontem antes de iniciar meus estudos, li o jornal e uma das notícias informava sobre a mudança do trânsito em três ruas do Centro da minha cidade. Me esforcei mas não lembrei onde ficavam as mesmas. Logo em seguida me deparei com a atividade no Google Mapas e imediatamente localizei as ruas. Agreguei mais uma aprendizagem muito útil".
Esta aprendizagem vem me auxiliando desde então, pois em diversas situações, faço uso da mesma tanto na escola quanto na vida pessoal, em ocasiões das mais simples às mais complexas com em viagens longas, por exemplo. Aliás, todas as aprendizagens de Matemática foram muito úteis porque através delas, construí com meus alunos conceitos e conhecimentos extremamante usados nas nossas atividades diárias referentes a Tratamento da Informação, Medidas e Grandezas, Geometria, entre outros.
Para encontrar lugares ou estabelecimentos, usamos o computador e, para tanto, os conhecimentos desenvolvidos na interdisciplina de TICs foram fundamentais.

Capitalismo e Educação

Comentei em postagem agosto de 2008 para interdisciplina Organização e Gestão da Informação que não dimensionava a a influência do capitalismo na educação e que com a leitura e estudo do texto de Vera Maria Vidal Peroni "POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO", eu havia entendido melhor esta questão. Hoje, percebo ainda com maior nitidez o tamanho desta influência pois outros autores vieram e fortaleceram e ampliaram esta compreensão. Entre os que estudamos e que abordam o tema, dois dos que mais me ajudaram a entendê-lo foram Paulo Freire e Marx. Ambos lutando para derrotar a ideologia e alienação, levando-nos à reflexões importantes para a quebra do status quo.

Emoções e Aprendizagens

Maturana me deixou "embolada" com sua objetividade-entre-parênteses, objetividade-sem-parênteses, no texto Transformações na Convivência, mas, como coloquei em postagem realizada em setembro de 2008 para a interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, gostei da relação que ele fez entre emoção e aprendizagens. Diz ele: "Se levarmos isso ao cotidiano das relações entre educadores e educados, também podemos verificar que tais emoções condicionam posições frente à aprendizagem, facilitando-a ou dificultando-a". Na realização de minha pesquisa para o TCC, pude, novamente constatar a veracidade desta afirmativa. Alunos que tem professores que provocam emoções, tanto boas quanto ruins, são afetados positiva ou negativamente, desenvolvendo-se de acordo com a forma com que são tratados ou estimulados.

Argumentos e Evidências

Faço questão de abordar esta postagem pelo grande espaço que ela ocupa, não só na minha prática pedagógica, mas, também, na minha vida pessoal. Em postagem ao SI III, em outubro de 2007, coloquei sobre como o exercício da argumentação e das evidências estavam me auxiliando em um projeto que eu participava como voluntária. Com os Projetos de Aprendizagem, fortaleci minha convicção de que elas qualificam a comunicação oral ou escrita e, desde então, tenho procurado aplicá-las em todas as situações do meu dia-a-dia. Expresso-me, assim, com muito mais clareza porque minha fala ou escrita é bem fundamentada, rica em argumentos e evidências.

Constatando a mudança

Em dezembro de 2007, fiz uma postagem comentando sobre o fato de ter observado uma tela e, baseada nas aprendizagens da interdisciplina de Artes, feito uma leitura da mesma e no dia seguinte ter consultado sobre o quadro e constatado que a leitura que realizei coincidia com o que o artista desejou expressar. Este fato encantou-me, na época, mas hoje, percebo com clareza como eu buscava um único conceito, a resposta certa. Percebo hoje que há várias possibilidades de interpretação dependendo do olhar de quem admira a obra. Confirma este meu atual pensamento, a resposta dada por Anderson Neves, artista que respondeu a pergunta formulada por meus alunos sobre como se admira uma obra de arte: "- Primeiro com os olhos (hehehe) depois com o coração".
Graças a este entendimento hoje vejo-me mais flexível, sem o rigor ou a neura de buscar "a" resposta certa e isto se aplica a toda a minha prática assim como favoreceu meus alunos uma vez que esta postura leva a uma avaliação mais justa.

domingo, 31 de outubro de 2010

QUESTÕES SIMPLES

Relendo Tardif no texto O trabalho docente, a pedagogia e o ensino: “O perigo que ameaça a pesquisa pedagógica e, de maneira mais ampla, toda a pesquisa na área de educação, é o da abstração: essas pesquisas se baseiam com demasiada freqüência em abstrações, sem levar em consideração coisas tão simples, mas tão fundamentais, quanto o tempo de trabalho, o número de alunos, a matéria a ser dada e sua natureza, os recursos disponíveis, os condicionantes presentes, as relações com os pares e professores especialistas, os saberes dos agentes, o controle da administração escolar, etc”;tento encontrar avanços nestas questões dois anos após abordarmos este assunto na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade no Eixo 5, e, bem triste constato que justamente estas discussões que realmente dizem respeito aos professores, continuam, eu não diria ignoradas, mas bem lentamente sendo tratadas. Uma das conquistas refere-se ao tempo de trabalho que oportuniza ao professor, duas horas semanais para planejamento. Continuo torcendo para que o número mínimo de alunos em sala de aula, principalmente dos menores, seja, também, reduzido e para que outras questões de igual relevância sejam pensadas.

RESOLUÇÃO

A Resolução CNE/CEB n.º 2, de 7 de abril de 1998 - Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e, através de seu estudo na interdisciplina Organização e Gestão da Educação cursada no 5º semestre, pude compreender o que o Estado está pretendendo com o Lições do Rio grande adequando-se, cumprindo o que reza a Resolução e, ao mesmo tempo sanar um grande problema vivido pelas escolas quando um aluno transfere-se para escolas de outras localidades e até mesmo na própria cidade pois, não há consonância entre as grades curriculares e isto trás grandes transtornos tanto para os professores quanto para os alunos. Certamente uma transferência não será tão dramática para ambos se for cumprido o que está posto:
"IV - Em todas as escolas deverá ser garantida a igualdade de acesso para alunos a uma base nacional comum, de maneira a legitimar a unidade e a qualidade da ação pedagógica na diversidade nacional. A base comum nacional e sua parte diversificada deverão integrar-se em torno do paradigma curricular, que vise a estabelecer a relação entre a educação fundamental e:
a) a vida cidadã através da articulação entre vários dos seus aspectos como:
1. a saúde
2. a sexualidade
3. a vida familiar e social
4. o meio ambiente
5. o trabalho
6. a ciência e a tecnologia
7. a cultura
8. as linguagens
b) as áreas de conhecimento:
1. língua portuguesa
2. língua materna, para populações indígenas e migrantes
3. matemática
4. ciências
5. geografia
6. história
7. língua estrangeira
8. educação artística
9. educação física
10. educação religiosa, na forma do art. 33 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Fico pensando em como a informação, o estudo, o conhecimento vão nos habilitando a estabelecer relações entre os fatos e também sobre como é necessária a formação continuada para todos, mas, principalmente para o professor.