segunda-feira, 31 de março de 2008

SOBRE A APRESENTAÇÃO ORAL

Enquanto estudava uma forma para mostrar o trabalho desenvolvido nas Interdisciplinas, descobri como organizar a apresentação em uma forma diferente de slide. Foi bem bacana porque vibrei com a conquista tão simples e ao mesmo tempo tão significativa para mim.
Também, ao selecionar as fotos de teatro, reparei que as meninas todas, foram Estrelas do Mar. Apesar de eu não ter imposto papéis, dei-me conta de que deveria ter estimulado a pensarem em ser outros personagens do fundo do mar.
Coloquei, durante a apresentação, que levo note book para a sala porque a escola não tem laboratório e que pelo fato de temer que eles o estraguem, apenas eu mexo nele. Todos ficam em cima de mim, mas só de vez em quando, permito que movimentem o mouse. Pensava realmente que estavam aprendendo. Envolviam-se sim, aprendiam os conteúdos, mas faltou o toque, o manuseio da máquina. Somente na hora do relato oral percebi quão egoísta estava sendo. Não mudei minha opinião sobre o cuidado para não estragar, mas entendi que precisava criar uma estratégia para permitir o manuseio pelos alunos, sem causar danos ao note e ao meu bolso. Caí em mim, neste momento, e percebi que precisava oportunizar esta vivência a fim de que os alunos não sejam meros expectadores. Permitir que sentissem a mesma sensação que sinto ao ver-me dominando, ainda que com limitações, as fantásticas descobertas tecnológicas. Dei-me conta de que assim como eu, as crianças precisam se adaptar a este universo que anda a passos bem largos. Esta tarefa pretendo cumprir agora, neste ano letivo.
Aprendi, ainda, que não há nenhum mistério em apresentar oralmente o trabalho. Estava apreensiva, pois não sabia o que me esperava, como era este momento. Pensei que fosse diante da turma toda e me senti bem mais confortável diante de um número menor de colegas e professores.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FACED
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA - PEAD
EIXO IV – INTERDISCIPLINA SEMINÁRIO INTEGRADOR IV
NOME COMPLETO DO (A) ALUNO (A): ROSÂNGELA ANTUNES CARNIEL
DATA DA POSTAGEM: 30 DE MARÇO DE 2008
UNIDADE DE ESTUDO: I
ATIVIDADE: I


RELENDO AS APRENDIZAGENS.

Revendo meu portfólio, dei-me conta da grande quantidade de estudos e atividades que realizei tanto sozinha quanto com os alunos, então fiquei pensando: puxa: que bom tive professores que me estimularam, tutores que me auxiliaram, trocas com colegas, e fui capaz de construir vários novos conhecimentos.
Como diz o cantor Daniel em uma de suas canções: “cada um carrega dentro de si o dom de ser capaz”. Dei-me conta de que se sou capaz, posso e devo, ao final deste curso, buscar acompanhar as mudanças na área da educação, estudar sozinha ou organizar grupos de estudo, criar novas alternativas dentro de todas as disciplinas.
Junto com esta percepção, que nasceu da reflexão sobre as aprendizagens, veio também mexer comigo, o fato de que tenho enorme compromisso com a formação dos alunos, da escola, da comunidade e da sociedade como um todo. Não que eu não pensasse nisto antes, mas diante de todas as reflexões, consigo dimensionar melhor a grande responsabilidade que tenho em minhas mãos, porque muito dependerão de meu trabalho, as decisões e posicionamentos dos alunos diante dos desafios que a vida lhes impuser.
Outro aspecto que achei importante, conforme relatei no portfólio: “A atividade de identificar na história os elementos da narrativa permitiu maior compreensão sobre o assunto”. Com a releitura de hoje, vejo que se aprendi porque interagi, reforçando, assim, a idéia de que quanto mais a criança participa, mais facilidade terá para aprender.
Constatei, quando elaborava a síntese, que deveria ter feito mais slides, pois ainda realizava esta tarefa com bastante dificuldade e que só a superaria se praticasse.
A maior de todas as aprendizagens, porém, para mim, foi aprender a refletir sobre cada atividade recebida ou oferecida. Esta aprendizagem com toda certeza tem me tornado uma profissional mais eficiente, favorecendo o processo de construção do conhecimento pelas crianças.