terça-feira, 30 de novembro de 2010

Prática x Discurso

Em postagem feita no 6º semestre sobre gestão democrática, comentei sobre as práticas arbitrárias versus discurso democrático realidade encontrada em algumas escolas. Abordei uma fala da professora Neusa Batista: "não basta estatuir normas formais para democratizar a gestão da escola, é preciso democratizar as práticas de toda a comunidade escolar, e para tal, é preciso encarar a democracia como um princípio ético-político que necessita ser cultivado em todos os espaços de relações sociais".
Analisando a questão, é possível ver que isto continua acontecendo e não só a nível de escola, mas também a nível de Coordenadoria cuja orientação recente comprova o que falo. Recebemos nesta semana o aviso de que precisamos reelaborar os Regimentos em função de a escola ter que oferecer a partir do próximo ano, a PP (Progressão Parcial) para alunos de 5ª série em diante. Tudo bem oferecer, acho uma boa estratégia, mas penso que uma discussão com os professores deveria anteceder a decisão da adoção da dependência para que as coisas não venham impostas e sem consideração a quem está na escola. E a ética, tão discutida em Filosofia, onde fica?

Conhecimentos Importantes




Educação Especial foi uma interdisciplina cursada no sexto semestre e que além dos esclarecimentos iniciais sobre direitos de pessoas com necessidades educacionais especiais,Síndromes, Autismo, etc., muito bem explicadas pela professora Liliana, fiquei encantada com as descobertas sobre os recursos que existem para os PNEs. Um deles, tão simples, eu fiz: colei uma esponja em volta do lápis de aum aluno que tinha dificuldade em atividades de motricidade fina. Foi de grande auxílio para ele.
Fazer um estudo de caso também foi uma experiência que não havia vivenciado antes e que possibilita um acompanhamento mais detalhado facilitando um parecer ou avaliação mais precisa e justa.
Gostei tanto da interdisciplina que já fiz vários cursos na área e queria trabalhar com Altas Habilidades, mas me informei e não existe formação.

Interdisciplinaridade em Questões




Relendo a postagem do 6º semestre, interdisciplina Questões Étnico Raciais encontrei:
"Percebi, ainda, que nós professores temos como tarefa ininterrupta a abordagem do tema bem como a promoção do debate e da reflexão sobre as questões étnico raciais, mas que não apenas o professor. A direção e funcionários deveriam receber formação
ou participar das discussões e ou projetos que aconteçam na escola ou Rede de Ensino, para melhor conseguirmos ajudar a criança conforme sugere Marilene Leal Paré no texto Dimensões da Expressão Afro-Cultural: "O aluno de origem afro cuja escola não considere essas dimensões poderá desenvolver mecanismos de defesa que prejudicariam o desenvolvimento pleno da sua aprendizagem".
Foi importantíssima a discussão que se fez nos encontros virtuais e/ou presenciais sobre esta questão porque a mim, pelo menos, instrumentalizou com pensamentos diferentes e com sugestões de abordagens criativas para o tema, que fiz uso em minha sala de aula. Mas, o que realmente me chamou atenção foi a fala de Marilene Paré sobre mecanismos de defesa porque é a interdisciplinaridade, a intertextualidade sendo vivenciada. Estudamos os mecanismos de defesa em Psicologia e, então, o texto de Marilene ficou compreensível graças à este conhecimento adquirido em outra interdisciplina.
EJA foi uma interdisciplina que me trouxe bastante conhecimento pois eu nunca tinha estudado sobre esta modalidade de ensino. Ao cursá-la no 7º semestre, lemos e respondemos algumas questões sobre o Parecer CEB no 11/2000, que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos e assim, logo de saída já descobri o conceito e funções da EJA, a formação dos professores a relação entre trabalho e educação. Na saída de campo, vimos a teoria materializada nas falas dos alunos e diretor. O que discutimos em encontros virtuais e presenciais, se confirmava nas entrevistas: alunos evadidos para ajudar a família, por reprovar tantas vezes, oriundos do interior, cansados por terem vindo direto do trabalho, em busca de um futuro melhor do que o dos pais. Com tudo isto, vi que o professor da EJA tem que desenvolver um trabalho que contemple este universo e, em postagem sobre este assunto coloquei:
"Ao ler o texto Alfabetização de Adultos: ainda um desafio de Regina Hara, identifiquei uma colocação dela com uma vivência de sala de aula. No texto está colocado:"A curiosidade, o desejo de saber o que está escrito, mobiliza muitos conhecimentos que, às vezes, eles mesmos não sabem que têm. Um adolescente empenhado em ler um gibi pode fazer progressos de leitura rapidamente e talvez não o fizesse com outro tipo de texto".
A postagem intitulava-se Meios não Convencionais. Quando vi este título, fui ler o texto pois, como não lembrava mais, pensei se tratar de algo muito especial, mas me dei conta que era só uma charge e pensei... nossa!!! Hoje ela é tão normal na minha sala de aula que passou a ser considerada um meio convencional. Gênero muito apreciado pelas crianças pois trás a informação de forma satirizada e deve mesmo fazer parte do dia a dia da escola.
Registro, então, este que considero um crescimento ao mesmo tempo em que reafirmo que estratégias que leve em conta os interesses e necessidades dos alunos, devem ser aplicadas não só aos alunos da EJA, mas a todos que estudam, independente da série ou modalidade de ensino.

Reflexões

Trouxe, em postagem para Libras no 7º semestre, o seguinte: "Se hoje existem inúmeros recursos, tecnologias diversificadas e eficientes, especialistas altamente qualificados, lamentavelmente não podemos contar com eles, porque o estado não disponibiliza nada neste sentido. Nem mesmo o município permite que os alunos da Rede Estadual utilizem os serviços que oferecem aos alunos da Rede Municipal, como se não morassem na mesma cidade, seus pais não pagassem impostos, enfim, nos sentimos impotentes diante do empurra-empurra entre as Redes e o prejuizo maior é da criança que não é atendida em suas necessidades. Sem um parecer dos profissionais da saúde, ficamos nós professores, perdidos, duvidosos, inseguros."
O filme O Menino Selvagem assistido por nós nesta interdisciplina, mostrava quão parcos eram os recursos há tempos atrás e eu tentei mostrar como hoje apesar da imensa evolução, não dispomos de pessoal,(muito embora eles existam) principalmente, para dar suporte às escolas que não sabem o que fazer com alunos com necessidades especiais. Logo em seguida, a estas reflexões, minha escola foi contemplada com uma sala de recursos que até hoje não foi aberta por falta de profissional capacitado para assumí-la.
Ainda não podemos contar com psicólogos, psicopedagoga, neurologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e outros que são mantidos pelo município e isto é bem ruim, mas, frequentei cursos nesta área e pude, assim, ver que há sim uma preocupação tanto do governo federal, quanto do estadual e municipal. As salas de recursos são equipadas para atender a todo tipo de deficiência, porém, o recurso humano é que está atravancando o processo. Os cursos que se encontra são extensos, normalmente nas férias e os professores não desejam usar este tempo para se especializar. Também são bastante caros e a oferta de vagas é pequena. Mas, independente desta formação, penso que em primeiro lugar há que existir por parte do professor, a certeza de que todo aluno é capaz de aprender além de ter o desejo e o compromisso de auxiliá-lo em suas necessidades. E, lamentavelmente pude verificar durante a pesquisa para meu TCC que a grande maioria, quer apenas dar conta do conteúdo da série, sem a preocupação com o ritmo e capacidade dos alunos. O que pude observar é que o uso de qualquer meio ou estratégia que comprometa a "ordem" e disciplina da sala, está fora de cogitação. E fico pensando que não bastam apenas recursos tecnológicos ou especialização, nem adianta somente os recursos humanos. Ambos são necessários e ainda somados a uma postura de comprometimento do professor ou qualquer profissional. Que como prega Comênio, "considere o aluno" subentendendo-se que seja em suas especificidades.
Desejo falar, ainda de minhas expectativas quanto a interdisciplina de Libras. Dizer que elas foram superadas, pelo tanto que aprendi, pela forma como o tema foi abordado, pela desenvoltura e conhecimento da professora. O melhor de tudo foi ficar sabendo que as pessoas surdas têm autonomia, se relacionam fora do círculo familiar, viajam, enfim, têm vida própria, direitos e deveres como as demais pessoas. E como foi bom conviver com Eleonora... Ela se expressava tão bem que somente em raros miomentos sentia falta do som da fala.

domingo, 28 de novembro de 2010

Métodos

A interdisciplina de Linguagem e Educação cursada no sétimo semestre proporcionou-nos a reflexão sobre Metodologias. Na ocasião, aproveitei o gancho da colega Roseli que falou que sua escola havia aderido ao Alfa e Beto que é um método fônico. Coloquei que minha escola tinha decidido não adotar nenhum dos sugeridos pela Coordenadoria por acreditar que ideal é constatar qual método se aplica melhor ao modo de aprender de cada aluno, porém, neste final de ano, novamente recebemos um chamamento para escolher um deles e, desta vez, devido aos baixos resultados das avaliações externas, a direção resolveu que teremos que adotar um para o próximo ano. Fiquei bem triste pois acho um retrocesso e um desrespeito às particularidades dos alunos muito embora sinta necessidade de repensar as práticas pedagógicas visando favorecer as aprendizagens.

Avaliação

Um dos temas estudados em Didática no 7º semestre foi a Avaliação. Agora o ano letivo está prestes a acabar e é hora de transformar o processo em uma nota. Em postagem para a referida interdisciplina, coloquei o seguinte: "A avaliação pode se constituir num momento se não dramático no mínimo angustiante da vivência pedagógica tanto para o aluno quanto para o professor. Nos moldes como era realizada há não muito tempo atrás e, a bem da verdade ainda o é em algumas práticas, causava medo, insegurança, estresse, ansiedade, fato que certamente, para alguns, contribuía para um mau resultado." Eu, realmente com os estudos ao longo do curso, passei a ver a avaliação de um modo diferente, sem medo, sem "neura" e, tentei fazer com meus alunos também, passassem a vê-la do modo como eu a via, mas, até hoje ainda têm alguns que não entendem, por exemplo, quando o resultado de um cálculo não está correto e eu coloco um meio certo, ou 1/3 certo considerando até onde eles já compreendem. Assim, fica claro, também, a real função da avaliação que é verificar a caminhada dos alunos, como eles estão pensando sobre tal conteúdo e a partir das constatações, elaborar as estartégias que o levem a avançar no processo.

Tecnologia em sala de aula - Mudança de pensamento

Mais uma vez percebo como o ir e vir, a reflexão sobre as atividades realizadas, quer na prática, quer no registro escrito, na oralidade nos faz perceber quanto mudamos a medida que vamos aprendendo. Encontrei esta fala em postagem feita no segundo semestre de 2008: "Tecnologia em sala de aula
Atualmente estou usando com meus alunos, na sala de aula, o note book. Esta prática está tornando nossa caminhada mais interessante e afetiva. O conhecimento, é buscado em tempo real e conjuntamente. Antes, anotava os questionamentos das crianças e pesquisava em casa na internet. Levava no dia seguinte, as informações prontas. Discutíamos, fazíamos trabalhos, estudávamos, mas agora, vejo os alunos mais entusiasmados, se envolvendo nas atividades com mais gosto. Penso que isto se deve ao fato de se sentirem parte ativa no processo de construção do conhecimento".
Agora, finalizando o curso, tomando por base os conhecimentos adquiridos, reformularia a postagem pois não penso mais da forma como pensava naquela época. É verdade que percebia mais afetividade pois tínhamos apenas um computador e ficávamos todos grudadinhos, uma vez que este meio tecnológico exerce grande fascínio sobre os alunos e todos queríamos ver o que aparecia na tela. Sobre isto, continuo com o mesmo pensamento, porém, quanto ao fato de todos pesquisarem a mesma coisa ao mesmo tempo, entendo, agora que era uma arbitrariedade pois aprendemos que as crianças têm ritmos, necessidades e interesses distintos, então é possível pensar que alguns, talvez poucos, talvez muitos, não contavam com estratégias adequadas ao seu desenvolvimento. Entendo, também, que para proporcionar ao aluno um ensino que considere seu modo de pensar, seus conecimentos prévios, seus interesses, a estratégia mais indicada seria a de trabalho com Projetos de Aprendizagem.

Projeto de Aprendizagem

Em novembro de 2008, fiz referência ao trabalho com Projetos de Aprendizagem desenvolvido pela interdisciplina de SI V. Nesta postagem, listei algumas vantagens desta estratégia em relação à outras, como, por exemplo:
- espaço para debates
- espaço de orientação
- espaço para registro das ações individuais e coletivas (diário de bordo)
- autonomia para gerenciar a aprendizagem
- conteúdo de livre escolha
- gera grande teia de conhecimentos.
Hoje acrescentaria ainda outras:
- respeito às opiniões alheias;
- poder de decisão;
- aceitar críticas;
- uso de mídias e tecnologias;
- seleção de fontes de pesquisa;
- compartilhar conhecimentos, entre outros.
Com o passar do tempo, esta minha opinião foi se confirmando cada vez com mais contundência pois a alegria o interesse, o envolvimento e as produções dos alunos com os projetos me deram a certeza desta vantagem.
Além disso, me encantei de ver como os SIs cumpriram bem o seu papel, articulando os conteúdos, as práticas com as aprendizagens realizadas nas interdisciplinas de todos os Eixos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Reformulação

Revisando uma postagem de Estudos Sociais, em maio de 2008, verifiquei inicialmente que escrevi uma frase absolutamente sem sentido: "A Interdisciplina de Estudos Sociais tem nos levado, digo "nos" levado porque está sendo impossível separar teoria da prática." Não sei o que pretendi dizer, por isto não a corrigirei. Imagino que queria falar mesmo sobre a forte conexão entre teoria e prática, mas não tenho certeza. Na verdade, toda a postagem ficou confusa mas, o que é importante ressaltar desta interdisciplina é que realmente fomos levados a conhecer e refletir sobre os espaços que ocupamos e, hoje percebo com clareza que só teremos condições de transformar esses espaços que são na verdade, nossa realidade, se os conhecermos e, constatamos com os relatos das colegas que a grande maioria de nós não tinha vivenciado na escola atividades que estimulassem ou levassem a buscar informações, analisar e atuar no meio em que vivemos. Nem mesmo a fonte formadora proporcionou reflexões tão profundas sobre Estudos Sociais.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ideias Originais




Aprendi tantas coisas interessantes em Ciências... Apliquei todas as que o professor sugeriu e foi muito prazeroso e interessante. Em postagem no Portfólio em abril de 2008 coloquei:
"Bem bacana a atividade de refletirmos sobre as representações que construímos ou que simplesmente constroem e acabamos aceitando como verdades absolutas.
Interessante aplicar com os alunos. Aprendi uma nova forma de conhecer seus conhecimentos prévios com sutileza e seriedade."
Esta interdisciplina, levou-me a melhorar as aulas de ciências que passaram a ser mais práticas, porém, tenho que admitir que não consigo, ainda, ter ideias tão originais quanto as apresentadas pelo professor´quando, por exemplo, da verificação dos conhecimentos prévios dos alunos, que foi verificado através do desenho ou quando utilizamos cartões pretos e brancos para projetarmos sombras. Gostaria muito de ser mais criativa e ter estas boas ideias, mas por enquanto não consigo.

Matemática e Tecnologia




Em junho de 2008, fiz a seguinte postagem no Portfólio de Aprendizagens:
"Ontem antes de iniciar meus estudos, li o jornal e uma das notícias informava sobre a mudança do trânsito em três ruas do Centro da minha cidade. Me esforcei mas não lembrei onde ficavam as mesmas. Logo em seguida me deparei com a atividade no Google Mapas e imediatamente localizei as ruas. Agreguei mais uma aprendizagem muito útil".
Esta aprendizagem vem me auxiliando desde então, pois em diversas situações, faço uso da mesma tanto na escola quanto na vida pessoal, em ocasiões das mais simples às mais complexas com em viagens longas, por exemplo. Aliás, todas as aprendizagens de Matemática foram muito úteis porque através delas, construí com meus alunos conceitos e conhecimentos extremamante usados nas nossas atividades diárias referentes a Tratamento da Informação, Medidas e Grandezas, Geometria, entre outros.
Para encontrar lugares ou estabelecimentos, usamos o computador e, para tanto, os conhecimentos desenvolvidos na interdisciplina de TICs foram fundamentais.

Capitalismo e Educação

Comentei em postagem agosto de 2008 para interdisciplina Organização e Gestão da Informação que não dimensionava a a influência do capitalismo na educação e que com a leitura e estudo do texto de Vera Maria Vidal Peroni "POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO", eu havia entendido melhor esta questão. Hoje, percebo ainda com maior nitidez o tamanho desta influência pois outros autores vieram e fortaleceram e ampliaram esta compreensão. Entre os que estudamos e que abordam o tema, dois dos que mais me ajudaram a entendê-lo foram Paulo Freire e Marx. Ambos lutando para derrotar a ideologia e alienação, levando-nos à reflexões importantes para a quebra do status quo.

Emoções e Aprendizagens

Maturana me deixou "embolada" com sua objetividade-entre-parênteses, objetividade-sem-parênteses, no texto Transformações na Convivência, mas, como coloquei em postagem realizada em setembro de 2008 para a interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, gostei da relação que ele fez entre emoção e aprendizagens. Diz ele: "Se levarmos isso ao cotidiano das relações entre educadores e educados, também podemos verificar que tais emoções condicionam posições frente à aprendizagem, facilitando-a ou dificultando-a". Na realização de minha pesquisa para o TCC, pude, novamente constatar a veracidade desta afirmativa. Alunos que tem professores que provocam emoções, tanto boas quanto ruins, são afetados positiva ou negativamente, desenvolvendo-se de acordo com a forma com que são tratados ou estimulados.

Argumentos e Evidências

Faço questão de abordar esta postagem pelo grande espaço que ela ocupa, não só na minha prática pedagógica, mas, também, na minha vida pessoal. Em postagem ao SI III, em outubro de 2007, coloquei sobre como o exercício da argumentação e das evidências estavam me auxiliando em um projeto que eu participava como voluntária. Com os Projetos de Aprendizagem, fortaleci minha convicção de que elas qualificam a comunicação oral ou escrita e, desde então, tenho procurado aplicá-las em todas as situações do meu dia-a-dia. Expresso-me, assim, com muito mais clareza porque minha fala ou escrita é bem fundamentada, rica em argumentos e evidências.

Constatando a mudança

Em dezembro de 2007, fiz uma postagem comentando sobre o fato de ter observado uma tela e, baseada nas aprendizagens da interdisciplina de Artes, feito uma leitura da mesma e no dia seguinte ter consultado sobre o quadro e constatado que a leitura que realizei coincidia com o que o artista desejou expressar. Este fato encantou-me, na época, mas hoje, percebo com clareza como eu buscava um único conceito, a resposta certa. Percebo hoje que há várias possibilidades de interpretação dependendo do olhar de quem admira a obra. Confirma este meu atual pensamento, a resposta dada por Anderson Neves, artista que respondeu a pergunta formulada por meus alunos sobre como se admira uma obra de arte: "- Primeiro com os olhos (hehehe) depois com o coração".
Graças a este entendimento hoje vejo-me mais flexível, sem o rigor ou a neura de buscar "a" resposta certa e isto se aplica a toda a minha prática assim como favoreceu meus alunos uma vez que esta postura leva a uma avaliação mais justa.